terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quotas - Mais um incentivar a mediocridade.

Ouvi falar de raspão que o governo se prepara para aprovar mais uma aberração, na sequência de outras aberrações do mesmo género anteriormente aprovadas. Para falar a verdade, nem dei muita importância ao caso, pois já estou habituado a que a estupidez impere em quem nos governe e que sejam aprovadas leis completamente imbecis e imbecilizantes, usando para isso argumentos que só pegam em quem não tenha dois dedos de testa. Mais uma vez se fala de fim de discriminação, desta feita contra as mulheres. Como disse, nem liguei muito aos pormenores, pois para bem da minha sanidade mental, há coisas para as quais é melhor não dedicar muito tempo a ouvir, de tal forma são disparatadas, mas o que me ficou foi que o governo vai impor quotas para mulheres nem sei se só para a função pública, se também no privado, em cargos dirigentes. Recebi a bênção (ou não) de ter nascido homem, mas, se fosse mulher, confesso que me sentiria humilhado por uma lei destas, que considera as mulheres de tal forma incompetentes e burras que acha que para poder chegar a cargos dirigentes tem que ser através de quotas. Aliás, nem nunca ficaria bem com a minha consciência se soubesse que apenas tinha chegado onde cheguei, não pelo que valho, mas para preencher uma quota, mas acredito que muita gente acéfala não pense, como eu, assim.
Vamos então analisar um pouco deste disparate.
Claro que para a função pública a coisa até pode ter alguma aplicabilidade, uma vez que hoje em dia os cargos dirigentes não são ocupados pelo mérito mas sim pela família a que se pertence (seja filho de ministro, ou de presidente da câmara, seja da família partidária), tanto faz lá meter um incompetente do sexo masculino como uma incompetente do sexo feminino: são os dois incompetentes. Claro que eu compreendo que se meto os meus filhos ou os meus primos a dirigir uma coisa pública sem nada perceberem daquilo, também lá posso meter a minha filha ou a minha prima. Assim, de hoje em diante, e porque parece que a quota é de 33%, por cada 2 primos que meto na câmara municipal, também lá tenho que meter uma prima; por cada dois mandaretes do partido que lá meto, também tenho que lá meter uma “mandareta”… Fica tudo na mesma, as pessoas, ao contrário do que se passava antes do 25 de Abril, já não eram escolhidas pela competência, pelas provas que deram ao longo da carreira profissional naquela área, naquela empresa pública ou naquele ministério, por isso…
Agora no privado, caso esta lei se venha a aplicar, é que a porca torce o rabo… Então eu, que sou dono de uma empresa, não posso escolher livremente os meus colaboradores… Então eu quero meter 3 dirigentes numa empresa, aparecem-me 10 candidatos, eu acho que há lá 3 – que, por acaso, são homens – que eu acho que são bons e aparece-me lá uma mulher que não vale nada e eu vou ter que preterir uma pessoa que considero extremamente válida para meter lá uma pessoa que eu acho que não presta, só porque ela é mulher e eu tenho uma quota para preencher? Então e se eu quiser 4 dirigentes, como vou eu preencher a quota das mulheres? Isto faz-me lembrar a história imbecil para enganar tolos da sardinha para três no tempo de Salazar: o que fazer quando a família era composta por quatro pessoas? Comprava-se uma sardinha e um terço de outra? Então e as quotas também são válidas para os homens? Ou seja, se eu quiser meter 3 mulheres nos 3 cargos dirigentes não posso? Também tenho que meter um homem? Ou aí já não há problema? E se não se candidatar a esse cargo nenhuma mulher? E um homossexual, conta como mulher ou como homem?
Enfim, a estupidez parece-me tanta que nem sei mais o que dizer acerca disto. Apenas me ocorre que esta coisa das quotas serve para se fazer medidas populistas e para, mais uma vez, se andar a favorecer quem não tem mérito. E é sempre contra o homem. Sim, porque nunca se mete quotas para o sexo masculino. Vejamos: há quotas para as mulheres nas obras ou nas minas? Não! Nem as mulheres se queixam. E nas perfumarias, há quotas para os homens? É que eu nunca fui atendido por um homem numa perfumaria (nem quero!), mas não vejo mulheres queixarem-se disso! Na tropa ou na polícia, as provas físicas são iguais para os homens ou para as mulheres? Não, mas não vejo nenhuma mulher queixar-se disso. É que os ladrões ou o inimigo tanto matam ou batem num como noutro e fogem à mesma velocidade de um homem ou de uma mulher. O que acaba por acontecer é que numa situação de risco vai sempre o homem. Mas o vencimento ao fim do mês é igual! E não vejo as mulheres queixarem-se que, nesta situação em que há trabalho diferente, haja salário igual! Só vejo as leis irem no sentido de beneficiarem a mulher face ao homem, não vejo as leis irem no sentido da verdadeira igualdade, como é apregoado.
Podem dizer que sou machista, não me rala. Aliás, até é um elogio que me fazem, pois eu lido bem e até gosto dos rótulos preconceituosos que os que não têm argumentos válidos usam para qualificar quem diz as verdades e contra os quais não têm argumentos: machista, racista, xenófobo, homófobo, fascista, etc.. Enfim, coisa de gente preconceituosa e ignorante.
Já agora, cá ficamos à espera de quotas para pretos, maricas, estrangeiros, asiáticos, muçulmanos, testemunhas de Jeová, gordos, carecas, etc..
É de bradar aos céus! São coisas destas que, de tantas dores de morte que me causam, nem me deixam dormir!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Casamento de homossexuais - uma regressão civilizacional.


A esquerda em Portugal aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não quero estar aqui a fazer insinuações acerca de quem aprovou esta lei o ter feito para poder usufruir dela, como tantas vezes tenho ouvido, até porque me estou marimbando para o que essa gente faz da sua vida sexual, estou-me marimbando para aquilo que certos indivíduos fazem com partes do corpo que foram “inventadas” para outro uso, estou-me, aliás, marimbando para que me queiram impingir que pessoas que não são normais sejam normais, mas não posso concordar que o Estado assuma como normal aberrações, as queira igualar a coisas normais e que, democraticamente, ignore uma petição de mais de 90.000 pessoas, alegando que estava legitimado pelo voto popular. Aliás, esta última desculpa para ignorar a vontade do povo, para ignorar a acção e a participação da sociedade civil, é de uma arrogância a toda a prova. Até porque vem, no fundo, dizer que as pessoas que votaram PS concordam todas com todos os pontos do programa do PS, sem excepção; e porque são completamente contraditórias com toda a acção destes últimos anos do PS, que foi eleito em 2005 com um programa que nunca cumpriu. Ou seja, para algumas coisas tem legitimidade para não cumprir o que promete, tem legitimidade para ser eleito na base da mentira e das promessas falsas, mas para outras coisas as suas promessas são para ser cumpridas, independentemente da vontade do povo.
Mas vamos analisar a barbaridade que se cometeu ao permitir que homens casem com homens e mulheres casem com mulheres, como se fosse a mesma coisa de um homem casar com uma mulher. Fala-se do fim de uma discriminação, mas não é. Até porque se isso é uma discriminação que, na opinião deles, teria que ser acabada, falta acabar com a discriminação de não serem permitidos casamentos polígamos. Ou será que isso também não é uma discriminação? Se uma mulher quiser casar com vários homens e eles quiserem casar com ela, porque motivo não o podem fazer? E porque não pode um homem casar com várias mulheres? Há muitos países onde isso é possível (para usar o argumento deles, o de haver outros países que permitem a aberração), porque é que aqui os polígamos são discriminados? Porque é que aqui um menor não pode ter relações sexuais com um adulto, caso queira, quando tem direito a ter opinião em tantas coisas e a fazer tantas opções na vida, como por exemplo escolher a área de estudos que pretende seguir? Ou quando pode ter relações sexuais com outro menor, sem que haja crime! Ou porque não pode uma pessoa casar com um animal? Que discriminação é esta? Mais uma vez, usando o argumento deles, que direito tem o Estado ou os outros para decidirem pela nossa vida?
O casamento é uma instituição milenar que nada tem a ver com coisas que pessoas que não são normais pretendem. Se eles não querem assumir o problema que têm e tentar resolvê-lo e pretendem ser assim, juntem-se mas não queiram fazer, por provocação, uma coisa que é para casais (assuma-se de uma vez, como um casal um homem e uma mulher, não dois homens ou duas mulheres. Sempre ouvi dizer que fulano tinha um casal de filhos quando tinha um rapaz e uma rapariga, não dois rapazes ou duas raparigas); porque esta ideia peregrina de dois homens ou duas mulheres casarem é pura provocação aos casais normais, como tem sido quase tudo o que essa gente tem feito desde que deixaram de ter vergonha na cara por serem maricas. Porque antigamente eles eram poucos, sabiam o que as pessoas pensavam deles e escondiam-se para fazer aquilo que gostavam, porque tinham vergonha na cara. Mas depois do golpe militar de 1974 começaram-se a infiltrar, mascarados de pessoas normais, no aparelho do Estado e na comunicação social e transformaram aquilo que a comunicação social transmite deles. Começou a ser corriqueiro aparecerem na televisão como sendo pessoas normais, com os apresentadores a dizerem que eles eram normais sim senhor, que ainda eram muito corajosos por irem ali dar a cara em nome de uma causa que quase todas as pessoas considera ser aberrante e desviante. Conseguiram com isso que muita gente os tolerasse, mas não conseguiram ainda que as pessoas concordassem que aquilo era normal (veja-se, por exemplo, que ainda hoje, de novos a velhos, chamar “paneleiro” a alguém continua a ser uma ofensa!) e a prova disso é que rejeitaram o referendo, pois sabiam que o povo português tem repulsa por esta situação e não concorda com mais esta provocação que eles nos fazem. Sim, falo de provocação, pois isto não é mais que uma provocação. Numa altura em que cada vez os casais se casam menos, cada vez se juntam mais, não deixa de ser considerado como provocação o facto de eles se quererem poder casar, pois toda a gente sabe que a maior parte deles não se vão casar, ou, caso o façam, será para terem uma taxa de divórcios elevadíssima, pois toda a gente sabe que são indivíduos extremamente promíscuos. E é por provocação que querem poder casar, para dizerem que já podem fazer o mesmo que nós e olharem-nos de uma maneira sobranceira. Para mim, escusam de o fazer, pois para mim um maricas ou uma fufa continuarão a ser um maricas ou uma fufa e continuarei a olhar com pena para eles, continuarei a olhar com um sorriso irónico os desfiles que fazem em tronco nu ou com a cara pintada, continuarei a olhar para eles na televisão a simularem casamentos em frente à Assembleia da República ou a darem beijos na boca a pessoas do mesmo sexo e a pensar na tristeza e na humilhação a que estão a submeter os pais e em como continuarão a ser gozados, pela frente ou pelas costas, na sua terra, no seu bairro ou no seu prédio. Por mais aberrações que as leis permitam, vamos todos continuar a saber bem de que massa são eles feitos e cá estaremos para ver os tribunais a entupirem cada vez mais com os divórcios litigiosos que esta malta vai provocar. E cá continuaremos a ver eles fazerem regressões civilizacionais, a permitirem casamentos de pessoas que não deviam casar, continuaremos a ser bombardeados na televisão por apresentadores maricas ou de esquerda a dizerem que aquilo é normal e que eles são muito corajosos, continuaremos a ver os nosso filhos a ouvirem aquilo como se fosse verdade e continuaremos a ter que explicar às crianças que nem tudo (ou melhor, quase nada) o que se ouve na televisão é verdade, que eles estão a ser tratados como iguais quando são diferentes – que o normal é um homem com uma mulher – e continuaremos a gozar com eles. E quando os deixarem adoptar crianças, teremos crianças traumatizadas por não terem um pai e uma mãe mas sim dois pais ou duas mães, que serão humilhadas e postas de parte na escola e que terão muitos problemas de identidade, até quando sentirem atracção por pessoas de outro sexo, que elas acharão anormal, pois a realidade em casa e com a qual cresceram é completamente diferente do seu instinto natural. No entanto, aqui acredito que sejam eles a ter dores de morte, pois eu, naquelas ocasiões, só sinto prazer!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O pricípio do fim.


Portugal está a chegar ao limite. Mais de trinta anos após o golpe militar de Abril de 1974 estamos a chegar a um ponto de rotura. Portugal está endividado até às orelhas e um dia destes ninguém nos vai emprestar mais dinheiro e aí será o fim do mito de que os portugueses estão a viver melhor do que antes de 1974. Porque, tal como eu escrevi na fábula “O Zé”, temos vivido na ilusão de que vivemos melhor, mas isso tem sido devido ao “estoirar” do ouro que o considerado melhor português de sempre – António de Oliveira Salazar – nos deixou, aos fundos comunitários e ao monstruoso endividamento externo. Mas tudo isso está perto do fim e o ouro que sobrou já não dá para nada quando comparado com o que devemos (à data do 25 de Abril de 1974 o ouro dava para pagar a dívida externa e ainda sobrava). Ou seja, a história que nos tem sido contada há mais de 30 anos por quem nos rouba, está a acabar. E acabará o saque. E acabarão os rendimentos mínimos e os subsídios de desemprego e, no limite, os pagamentos a quem trabalha, ou seja, aos funcionários públicos. Porque no dia – que já esteve mais longe – em que nos fecharem a torneira dos empréstimos e ficarmos só a pagar o que devemos, o dinheiro não vai dar para quase nada e chegaremos à triste conclusão de que estamos piores que em 1974, o país não cria riqueza, não se desenvolveu, o ouro foi-se e estamos mais miseráveis que nunca.
E tudo isto porquê? Porque ao longo destes anos estivemos sujeitos a um saque constante e impune que a classe política tem feito ao erário público, roubando quanto pode; porque a classe política incentivou a “chulice” e a indigência de muitos portugueses que se recusam a trabalhar porque recebem rendimentos mínimos ou subsídios de desemprego em troca de votos; porque os governantes desbaratam dinheiro estupidamente, sem qualquer sentido, sinal de que não sabem nem se interessam em governar Portugal; porque esta malta que nos governa não tem qualquer problema, sequer de consciência, em desbaratar dinheiro em obras que nunca conclui (basta ver, de vez em quando, o programa da SIC, “Nós por cá”, para ver a quantidade de obras de milhões que ficam inacabadas ou até são para demolir sem nunca terem sido usadas), ou obras que custam milhares de euros em manutenção sem qualquer utilidade (ainda hoje ouvi que a Câmara de Leiria quer vender o estádio, pois aquilo custa, em manutenção e juros, 5000 euros por mês e há ainda o caso de estádio de Aveiro, que já o querem demolir, pois também não há dinheiro para manter aquilo), ou em derrapagens brutais no custo das obras públicas em Portugal.
Isto está podre: a justiça não funciona, a educação está de rastos, não há segurança, a ética e a moral deixaram de existir, as maternidades e centros de saúde estão a fechar, a economia está em ruínas, o endividamento externo está nos píncaros e a democracia não tem resolvido nada, antes pelo contrário, serve para legitimar a presença no governo de quem só lá quer estar para se encher e roubar quanto pode.
Estamos a chegar à conclusão que 35 anos de “Abril” puseram o país em ruínas, que a maior parte das pessoas já nem vai votar e em que a maior parte vota em quem nos rouba dizendo que “ele rouba mas faz” ou respondendo “não sei” quando se pergunta a algumas pessoas porque votaram neste ou naquele (conheço casos destes, mesmo por parte de pessoas com formação superior – que será da maior parte das pessoas, que, como sabemos, são ignorantes e analfabetas). Quando as coisas chegam a este ponto, é caso para perguntar: para que serve, afinal, a democracia? Para escolher quem nos vai roubar? Para legitimar ladrões? Meus amigos, eu, no meio das minhas dores de morte, prefiro não poder votar mas ter quem me governe, do que votar para escolher quem me vai roubar!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

As aldrabices da Demografia.

Segundo as estatísticas, Portugal conta com 517 mil desempregados. Claro que as estatísticas valem o que valem e o número é substancialmente superior. E isto sem contar com empregados em “part time” e com os que trabalharam umas horitas nos últimos meses e com os trabalhadores precários e com os que já nem se dão ao trabalho de se inscrever nos centros de emprego, pois aquilo só serve para as estatísticas ou para atribuir subsídios de desemprego, pois eles não avisam as pessoas no caso de surgir empregos. E sei do que falo, pois já lá tive a minha mulher inscrita e abriu um concurso público na área de formação dela e ela não foi avisada, bem como, após ter arranjado um trabalho temporário, e apesar de se ter inscrito várias vezes após ter ficado sem esse trabalho, de cada vez que ia ao centro de emprego diziam-lhe que ela estava a trabalhar! Passou-se isso quando se inscreveu sucessivamente em Leiria, Coimbra, Viseu e Guarda: apesar de se ir inscrevendo sucessivamente, de cada vez que se ia inscrever diziam-lhe que ela estava a trabalhar em Leiria! Assim se dão taxas de desemprego falsas (como toda a estatística em Portugal, aliás).
Ora, mas eu não estou aqui hoje para discutir as fraudes das estatísticas em Portugal, estou aqui para discutir o desemprego, a imigração, a natalidade, o número de licenciados e as reformas. Tudo coisas interligadas entre si.
Interligadas porque é extraordinário que num país onde se atinge oficialmente uma taxa de desemprego de 2 algarismos, se continue a dizer que a taxa de natalidade é baixa, que os portugueses têm que ter mais filhos para garantir a sua reforma, que temos que importar imigrantes… Tudo balelas! Pois se temos mais de meio milhão de desempregados (oficiais) mais umas centenas de milhares de beneficiários do rendimento mínimo, ou seja, se temos perto de um milhão de pessoas neste país que não têm trabalho, acham que ainda necessitamos de mais gente? Se não há empregos para esta gente toda (mais os que já emigraram), para que querem mais desempregados? A verdade é que esta forma de capitalismo necessita de cada vez menos gente e cada vez lhes paga pior, de forma a criar grandes lucros para alguns, descartando os outros que apenas servem para fazer baixar os salários, por via do excesso de oferta de mão-de-obra. Mas um capitalismo que não necessita das pessoas, tem os dias contados. Quanto às reformas, não são os cada vez mais desempregados que vão pagar as reformas dos que trabalham e descontam. Não é por se ter mais filhos que serão desempregados, que as reformas se vão conseguir pagar, antes pelo contrário, pois estes apenas vão também absorver mais fundos da segurança social, por via das prestações sociais que estes desempregados e indigentes do rendimento mínimo recebem. O problema da segurança social é que o dinheiro dos descontos de quem trabalha é desbaratado com os preguiçosos do rendimento mínimo e das habitações sociais (e o saque dos “grandes”) em vez de ser aplicado até à reforma dos que descontaram. Ou seja, o Estado, ou melhor, estes políticos, criaram na segurança social um esquema piramidal tipo D. Branca em que estarão sempre dependentes que os que entram no mercado de trabalho sejam mais do que os que saem! Só que as contas saíram-lhes furadas, a demografia alterou-se e o esquema faliu… E agora querem muitos filhos e imigrantes, mas já não há empregos para os que cá estão, quanto mais para os que hão-de nascer (caso se voltasse ao crescimento natural da população portuguesa) e para os que querem mandar vir de fora para povoar Portugal (como se o que interessasse é cá ter gente, nem que se tenha que pôr os portugueses fora de Portugal, para que eles se sintam melhor cá e para a nossa cultura não perturbar a deles).
Balela é também a história de querer dar certificados a toda a gente. Como repararam, não escrevi educação, formação, escrevi certificados pois cada vez se certifica mais o que não existe, como é o caso do 12º ano e do ensino superior. Este é o Estado que incentiva os seus a estudarem (bem, estudarem cada vez menos, mas, pelo menos, a andar no sistema de ensino mais tempo), a tirarem licenciaturas (agora mestrados), o Estado que diz que temos poucos licenciados mas que no fim os licenciados não têm empregos. É mais um logro desta república das bananas, que faz pessoas andarem anos e anos a estudar, que faz os pais gastarem rios de dinheiro em quartos, propinas, etc., para depois não ter empregos para licenciados e pô-los nas caixas de supermercado ou ao balcão de uma qualquer Zara ou loja de telemóveis… Este é o Estado que não vendo ou não querendo ver que há licenciados a mais e que há indivíduos que não têm capacidades intelectuais para prosseguir para níveis de ensino superiores, incentiva os jovens a iludirem-se de que podem ser doutores ou engenheiros, ficando o país desprovido de serralheiros, electricistas, pedreiros, carpinteiros, que era para o que uma boa parte dessa malta que pulula no ensino superior servia.
Este é o Estado que reduz as reformas de quem descontou décadas para ter uma reforma, e altera as regras do jogo, para lhes pagar menos e menos, ao mesmo tempo que dá rendimentos mínimos a quem não quer trabalhar ou se preocupa tanto em pôr a mão por baixo a pessoas que trabalharam (ou não) décadas e décadas e nunca quiseram descontar para a reforma um cêntimo. E que ainda têm o desplante de se queixarem das pensões baixas, em vez de agradecerem a esmola que todas as pessoas que trabalham e descontam e pagam impostos, tão generosamente lhes dão daquilo que devia ser seu!
Isto, meus amigos, isto é que me causa dores de morte!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

País a saque.

Armando Vara diz que está inocente. José Penedos também. Paulo Penedos também. Bibi também dizia. Hugo Marçal também. Jorge Ritto também. Carlos Cruz e Paulo Pedroso idem. E Sócrates (que está em todas), claro, também está inocente. Aliás, tal como Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Ferreira Dinis, Valentim Loureiro e o filho, Fátima Felgueiras, Isaltino Morais, Vale e Azevedo, Zezé Beleza e a irmã, ou Costa Freire. Podia continuar por aqui fora a citar nomes e casos que em comum têm o facto de mostrarem o quanto esta democracia e este chamado (erradamente) “Estado de direito” está podre e decadente. São tudo casos que mostram a impunidade que os “grandes” têm neste país, e que este bloco central de interesses tem feito tudo o que lhe apetece, tomando conta de todos os lugares do Estado, das grandes e médias empresas, de institutos públicos, de empresas municipais, de direcções gerais, enfim, de tudo o que cheire a dinheiro neste país. E pior: isso não lhes chega. Além dos balúrdios que ganham ainda têm necessidade de arranjar maneiras fraudulentas para ganhar mais e mais dinheiro! Estamos a chegar ao ponto em que de cada vez que damos um pontapé numa pedra, encontramos trafulhice. Como já disse, eles perderam a vergonha, pois a justiça foi montada (por eles) para não funcionar, e desde que continuemos (e vê-se que continuamos) a votar neles, é o que lhes interessa. Fazem as falcatruas que lhes apetece e desatam a anular provas que os incriminam inequivocamente, arranjam mil e um expedientes para atrasar os processos a ver se prescrevem, dizendo no fim que provaram a sua inocência, quando nada mais fizeram do que anular as provas que mostravam o contrário. Fizeram umas leis confusas que ninguém entende, a ponto de andarem tribunais e procuradores a opinarem de maneira diferente sobre o mesmo assunto, com professores universitários a opinarem também cada um à sua maneira, acabando as coisas por irem até aos tribunais superiores que têm juízes nomeados uns pelo PSD outros pelo PS, que acabam sempre por, servilmente, lhes dar razão. É uma vergonha!
Por muito que pareça que estão muito preocupados com a justiça, com o Estado de direito, com os julgamentos públicos, com a quebra do segredo de justiça, a verdade é que apenas queriam que toda esta “maçada” que os juízes lhes andam a causar passasse despercebida a fim de não serem julgados pelos únicos juízes justos deste país, o povo, que sabe bem que nenhum deles vai ser condenado ou, se o for, não “vai dentro”, pois foge ou é indultado, mas que sabe bem que eles são culpados de tudo o que se fala e que são ainda culpados de muitos outros crimes de que nem chegam a ser acusados, pois nunca se chegam a saber. Mas o povo sabe que o que vem à praça pública é apenas a ponta do icebergue de roubalheira que estes ladrões andam a fazer ao nosso país, acusando depois os funcionários públicos de serem a causa do défice, quando a causa do défice é o saque que estes biltres têm feito ao Estado.
A única coisa que me alivia as dores de morte que me invadem o corpo todo de cada vez que ouço falar desta roubalheira é o pensar que começam a aparecer indícios de que o país está tão podre que está em vias de haver uma crise neste regime criado após o golpe de estado de 1974 e que o regime está prestes a cair de podre. Espero que quando isso acontecer, toda esta escumalha seja julgada em julgamentos justos (onde as provas contem mesmo e não sejam sempre anuladas por advogados hábeis) e condenada severamente com pesadas penas de prisão e, também, com a devolução de tudo o que nos tem sido roubado, estejam essas coisas onde estiverem e estejam elas em nome de quem estiverem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A educação - A escola inclusiva.

Como já algumas vezes aqui escrevi, o que se está a fazer neste país em relação à educação é um crime. E diria que é um dos maiores crimes que o governo está a cometer contra o futuro de Portugal e contra a actual juventude. O governo está a condenar os nossos jovens à ignorância e, consequentemente, à pobreza.
A teoria da escola inclusiva, em que não se faz a distinção entre os bons e os maus alunos, em que todos vão passando sem saber nada, em que se obriga quem não quer estudar a frequentar e desestabilizar as aulas (impedindo quem quer aprender de o fazer, sem que os professores possam fazer nada contra isso), em que se retira autoridade aos professores e se obriga estes a perderem mais tempo com burocracias inúteis do que a dar e a preparar aulas, vai levar, acima de tudo, à escola exclusiva. E digo isto porque se está a deteriorar a qualidade do ensino público, a conceder graus à ignorância e à incompetência, enfim, está-se a condenar as gerações futuras. E porque se está a fazer com que os filhos dos pais ricos, vendo para onde isto está a ir, ponham os filhos em escolas privadas de qualidade, onde o ensino é rigoroso, onde há disciplina e onde se aprende alguma coisa, e a fazer com que os filhos dos pobres ou dos remediados (que são cada vez mais), que não têm dinheiro para isso, fiquem em escolas onde a bandalheira e a má qualidade do ensino (sem que esta seja culpa dos professores) é cada vez maior e a condenar estes à pobreza no futuro. Está-se, no fundo, e contra o que pretendem (ou dizem que pretendem) a ministra da educação e os seus secretários de Estado (que duvido que tenham os filhos na escola pública), a provocar a exclusão, a exclusão de conhecimentos e de mobilidade social.
Porque no meu tempo, a escola pública ainda tinha alguma qualidade, toda a gente estudava até onde queria ou podia e, filhos de ricos ou de pobres, tinham as mesmas oportunidades de aprender. É isto que se está hoje a negar à maior parte dos nossos jovens, que não têm dinheiro para escolas privadas: a oportunidade de aprender. E porque esta concessão de graus sem os respectivos conhecimentos vai levar a que, no futuro, os melhores empregos sejam dados aos filhos dos que tinham dinheiro para os pôr a estudar num colégio decente e onde aprenderam alguma coisa. Porque o facilitismo leva à ignorância e ninguém quer ter um ignorante a trabalhar na sua empresa, a menos que seja como trabalhador não qualificado e com baixo salário. E trabalhadores não qualificados e ignorantes é o que o ensino público está a criar neste momento. Não deixa de ser curioso que seja um governo dito socialista que está a condenar os filhos dos pobres à pobreza e a dar uma mãozinha a que surjam escolas privadas de qualidade para os filhos dos ricos! Não deixa de ser curioso que seja um governo dito socialista que está a transformar aquilo que eram antes a meia dúzia de colégios privados que existiam para os filhos dos ricos, quando não tinham capacidade para concluir o liceu, irem conseguir fazê-lo (e com boas notas), num negócio muito mais chorudo onde hoje terão que ir os filhos dos ricos que tenham capacidade de aprender e não queiram ficar pela mediocridade de conhecimentos que hoje, e cada vez mais, são administrados nas escolas públicas.
E a verdade está aí: os professores universitários queixam-se que cada vez os jovens chegam mais mal preparados às universidades e sem saber escrever ou pensar. E isto só pode levar a uma de duas coisas: ou eles chumbam a eito, ou os professores se conformam e aceitam também o facilitismo. E facilitar leva a não ter os conhecimentos desejados. E não ter os conhecimentos desejados leva à maior dificuldade em arranjar emprego qualificado, pois as empresas (pelo menos as que aspirem a sobreviver neste mundo globalizado) não querem burros incompetentes a trabalhar para elas. Daí que eu preveja que, num futuro próximo, comecem a aparecer universidades privadas de qualidade onde os filhos dos ricos, que já fizeram no privado o ensino básico e secundário, façam também os cursos superiores. Ou seja, tal como no secundário, também as universidades privadas deixarão de ser para onde vão os filhos dos ricos que não tenham capacidade de tirar um curso, e passarão a ser para onde vão os filhos dos ricos que queiram tirar um curso em condições e que tenha boas saídas profissionais, para lugares qualificados, bem pagos, e onde não se aceite um qualquer ignorante semi analfabeto e portador de um papel que diz que é licenciado.
Outra maneira de arranjar qualificações em Portugal, é alistar-se de pequenino numa juventude partidária, colar cartazes até à idade adulta e já estão obtidas qualificações para trabalhar para o Estado, num qualquer gabinete de secretário de Estado, de deputado, de vereador (isto para quem tem mais qualificações) ou num qualquer outro emprego menos bem remunerado. Mérito? Sabedoria? Para quê? Isto ainda vai dando para a mediocridade florescer e expandir-se. Ainda há quem trabalhe para sustentar mais uns quantos “jobs” para os “boys”, que obtiveram as mais altas qualificações através do bajular os mais antigos nas juventudes partidárias.
Isto é um crime que se está a passar em Portugal e estes senhores que fazem isto deviam ser julgados, condenados e punidos pela destruição do futuro próximo de Portugal, pela condenação à pobreza e emigração das gerações futuras. Porque voltaremos a ser exportadores de pedreiros (com licenciatura) ou lavadores de retretes dos países mais ricos (isto se eles ainda necessitarem de nós, como aconteceu nas décadas de reconstrução da Europa, a seguir à II guerra mundial – agora não sei se precisam).
E enquanto isso não acontece, as minhas dores de morte não têm qualquer alívio. Nem com comprimidos.

sábado, 10 de outubro de 2009

As eleições legislativas de 27 de Setembro de 2009.


Como podem suspeitar pelo meu longo silêncio, tenho andado com muita preguiça para aqui vir escrever o que me vai na alma acerca do que se vai passando em Portugal e no mundo. Mas, apesar de isso ser verdade, também não é menos verdade que poucos têm sido os assuntos que me têm feito ter vontade de escrever. Por isso, e correndo o risco de vir com um assunto que já é do passado, venho aqui escrever qualquer coisa acerca das eleições legislativas. Ora, acerca do longo bocejo que foi a campanha eleitoral das legislativas, consegui reter meia dúzia de ideias.
A primeira delas, foi o nosso primeiro-ministro no seu melhor: mais mentiroso do que nunca, voltou a prometer este mundo e o outro com a mesma cara sem vergonha de sempre, como se não tivesse lá estado estes anos e pouco mais tivesse feito do que aumentar impostos a quem trabalha, dar dinheiro a quem não quer trabalhar, proteger os criminosos e os imigrantes, destruir o serviço nacional de saúde, destruir o ensino público, fazer todos (excepto as clientelas dele) apertar o cinto, distribuir tachos, controlar a comunicação social e, no fim, deixar o défice e o desemprego pior do que os encontrou. Mas pronto, voltou a prometer, como diz o Jerónimo de Sousa, “como se quisesse pôr o conta-quilómetros a zero”. Atenção, esta falta de vergonha não foi nada surpreendente, foi Sócrates no seu normal!
No meio disto tudo, aparece a Manuela Ferreira Leite, com tanta matéria-prima para trabalhar e facturar, e perdeu a campanha toda em mexericos acerca das escutas, da asfixia democrática e ainda se embrenhou em contradições ridículas por causa do que se passa na Madeira, como se aquilo não fosse vergonhoso e as vitórias nas eleições não fossem, precisamente, devido à “asfixia democrática” e ao clientelismo e à obra feita à custa do dinheiro do continente e do endividamento, e essas sucessivas vitórias anulassem a maneira como são obtidas. Ou seja, tinha tanta coisa para falar, para atacar o primeiro-ministro (as que disse acima) e foi pelo caminho mais complicado e que menos interessa aos portugueses. O resultado final foi o que eu esperava.
Tivemos ainda um Francisco Louçã (que, como sabem, é uma personagem que eu detesto) em bom nível, a puxar casos vergonhosos para a campanha e a conseguir mostrar alguns dos podres desta nossa “democracia” e deste bloco central que nos tem desgovernado há mais de três décadas. Acho que esteve em bom nível, apesar de, no que toca às propostas, estou a anos luz dele e Deus me livre que fossem postas em prática, ou lá ia o desemprego para 50% e lá íamos ainda mais para o buraco em que o Sócrates nos meteu mais. O resultado foi decepcionante (não para mim, pois acho que devia ter ainda menos), comparado com o que se chegou a pensar devido às sondagens. Mas foi prejudicado no fim, por causa da velha e gasta história do voto útil a favor do PS.
Quanto à CDU, foi o costume: muita simpatia por parte do Jerónimo de Sousa, mas a mesma conversa gasta de sempre, talvez com o perder um pouco a vergonha de voltar a falar de nacionalizações, como se já todos tivéssemos esquecido ao que isso nos levou nos anos pós 25 de Abril. No meio de tudo, algumas bocas engraçadas ao Sócrates, mas nada de extraordinário, tal como os seus resultados, apesar do que apregoou.
O grande vencedor para mim foi, sem dúvida, Paulo Portas (que acabou por levar o meu voto, pois descobri, ao chegar à mesa de voto, que o PNR não tinha lista pelo distrito da Guarda!!). Apesar de tudo o que acho dele (desde o governo de que fez parte, até às histórias com Ribeiro e Castro ou Manuel Monteiro), não há dúvida nenhuma que foi um lutador, foi o homem que, dos 5 partidos do poder e que têm acesso à comunicação social, mais coisas acertadas disse e por isso teve um resultado extraordinário, com muita gente jovem das grandes urbes, surpreendentemente, a votar nele em vez das propostas da “ganza e do aborto” de Francisco Louçã. Parece-me um bom sinal de descontentamento da juventude contra as políticas de esquerda que têm vigorado em Portugal desde o dia do golpe militar de 1974. Parece-me que alguma juventude começou a abrir a pestana e a ver que a vida não são só charros e bandalheira e que as propostas da extrema esquerda, apesar de muito bonitas, são completamente utópicas e apenas levariam Portugal para a pobreza, como aliás o fizeram em todos os países onde estas se aplicaram.
Como nota muito importante desta campanha, ficaram os "insultos" que todos fizeram uns aos outros, desde o CDS ao BE, da CDU ao PS, do PS ao PSD, do PSD ao PS, do BE ao CDS. Foi com algum espanto que assisti a que, de repente, todos se andassem a chamar "Salazar" uns aos outros - ou "salazarento" (que é uma palavra que podia também ser criada a partir de Mário Soares: "soarento", uma palavra que definiria o acto de vender Portugal aos comunistas estrangeiros e meter a mão no que é de todos). Por um lado achei graça que um homem que morreu quase há 40 anos e que deixou dinheiro para esta gente roubar e enriquecer e para tantos outros políticos ainda hoje viverem à conta do que ele cá deixou, fosse tão utilizada na campanha eleitoral, prova de que a consciência desta corja de ladrões começa a ficar pesada e tentam, portanto, achincalhar o nome de alguém sério, competente e honesto (os fracos e mesquinhos costumam usar este tipo de estratagema, o de, para não parecerem tão reles, tentarem rebaixar os que lhes são, indiscutivelmente, superiores), mas por outro lado, perante o abuso da utilização do nome do Prof. Oliveira Salazar, a revolta apossou-se de mim e o nojo por esta malta subiu a níveis que eu não julgara possível. Como é possível que esta corja que há 35 anos anda a roubar o povo, que anda a levar o país para o colapso enquanto eles enriquecem e engordam à custa do trabalho de todos, como é possível que esta vara ouse utilizar sob a forma de insulto o nome de um homem que, quer a nível intelectual, quer a nível de competência, quer a nível de honestidade, quer a nível de princípios, lhes é de tal forma superior que eles nem aos calcanhares lhe chegam? Corja de bandalhos inqualificável, haviam de lavar a boca com sabão antes de pronunciar o nome deste homem, para não o conspurcarem!
Apesar de tudo, fiquei triste por a verdadeira direita continuar a ter votações ao nível do residual, sinal de que, apesar de algum abrir de olhos, as pessoas continuam presas àqueles 5 partidos, as pessoas continuam a não ser donas do seu próprio voto e a votar naqueles partidos que a comunicação social diz que têm hipóteses. A comunicação social continua a calar a voz dos pequenos partidos, a não lhes dar voz nos noticiários e, muitas vezes, a denegrir partidos como o PNR, acusando-os de tudo e mais alguma coisa em vez de se limitarem a apresentar as suas ideias sem juízos de valor, como o fazem, por exemplo, enquanto ouvem tolices como as da Carmelinda Pereira do POUS, que queria proibir os despedimentos (já agora, porque não proibir o crime também?). São estes ataques, esta censura e, por vezes (sistematicamente) a difamação – além do facto de aquela malta do poder, por influência da comunicação social, fazer crer às pessoas que os nossos votos só são válidos quando são neles, pois eles é que têm hipótese, como se no dia da votação, antes das urnas abrirem, eles já tivessem dentro da urna os votos quase todos: eles já são donos dos nossos votos! – que fazem com que as pessoas, apesar de, na realidade, pensarem bem à direita, irem votar no centro, na esquerda e na extrema-esquerda.
Antes de terminar, uma palavra acerca de sondagens que, sistematicamente, erram a favor dos partidos mais à esquerda (CDU, BE e PS) e em desfavor dos partidos mais ao centro (PSD e, sobretudo, CDS). Não querendo acreditar que a coisa é feita com má fé, sugiro que as amostras comecem a ser mais bem escolhidas e mais representativas da realidade nacional
Quanto à história das escutas e à comunicação ao país do presidente da república, nem quero comentar, por causa das dores…