terça-feira, 23 de março de 2010

Traição.

Recebi este texto, atribuído a António Barreto (figura insuspeita, ministro de um governo de Mário Soares) e não resisti a publicá-la, pois ela espelha bem a descolonização vergonhosa que Portugal fez e o Estado a que este país chegou, com a escumalha intocável, a viver à grande (muitos deles deveriam ter sido julgados e condenados por crimes de traição e contra a humanidade) e o povo cada vez mais oprimido, amordaçado, roubado, explorado... Cá vai então o texto, datado de 13-04-2008 e com o título "Angola é nossa!".

'Holocausto em Angola' não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo.
Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.
O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.
A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.
Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.
Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.
Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam.
Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quotas - Mais um incentivar a mediocridade.

Ouvi falar de raspão que o governo se prepara para aprovar mais uma aberração, na sequência de outras aberrações do mesmo género anteriormente aprovadas. Para falar a verdade, nem dei muita importância ao caso, pois já estou habituado a que a estupidez impere em quem nos governe e que sejam aprovadas leis completamente imbecis e imbecilizantes, usando para isso argumentos que só pegam em quem não tenha dois dedos de testa. Mais uma vez se fala de fim de discriminação, desta feita contra as mulheres. Como disse, nem liguei muito aos pormenores, pois para bem da minha sanidade mental, há coisas para as quais é melhor não dedicar muito tempo a ouvir, de tal forma são disparatadas, mas o que me ficou foi que o governo vai impor quotas para mulheres nem sei se só para a função pública, se também no privado, em cargos dirigentes. Recebi a bênção (ou não) de ter nascido homem, mas, se fosse mulher, confesso que me sentiria humilhado por uma lei destas, que considera as mulheres de tal forma incompetentes e burras que acha que para poder chegar a cargos dirigentes tem que ser através de quotas. Aliás, nem nunca ficaria bem com a minha consciência se soubesse que apenas tinha chegado onde cheguei, não pelo que valho, mas para preencher uma quota, mas acredito que muita gente acéfala não pense, como eu, assim.
Vamos então analisar um pouco deste disparate.
Claro que para a função pública a coisa até pode ter alguma aplicabilidade, uma vez que hoje em dia os cargos dirigentes não são ocupados pelo mérito mas sim pela família a que se pertence (seja filho de ministro, ou de presidente da câmara, seja da família partidária), tanto faz lá meter um incompetente do sexo masculino como uma incompetente do sexo feminino: são os dois incompetentes. Claro que eu compreendo que se meto os meus filhos ou os meus primos a dirigir uma coisa pública sem nada perceberem daquilo, também lá posso meter a minha filha ou a minha prima. Assim, de hoje em diante, e porque parece que a quota é de 33%, por cada 2 primos que meto na câmara municipal, também lá tenho que meter uma prima; por cada dois mandaretes do partido que lá meto, também tenho que lá meter uma “mandareta”… Fica tudo na mesma, as pessoas, ao contrário do que se passava antes do 25 de Abril, já não eram escolhidas pela competência, pelas provas que deram ao longo da carreira profissional naquela área, naquela empresa pública ou naquele ministério, por isso…
Agora no privado, caso esta lei se venha a aplicar, é que a porca torce o rabo… Então eu, que sou dono de uma empresa, não posso escolher livremente os meus colaboradores… Então eu quero meter 3 dirigentes numa empresa, aparecem-me 10 candidatos, eu acho que há lá 3 – que, por acaso, são homens – que eu acho que são bons e aparece-me lá uma mulher que não vale nada e eu vou ter que preterir uma pessoa que considero extremamente válida para meter lá uma pessoa que eu acho que não presta, só porque ela é mulher e eu tenho uma quota para preencher? Então e se eu quiser 4 dirigentes, como vou eu preencher a quota das mulheres? Isto faz-me lembrar a história imbecil para enganar tolos da sardinha para três no tempo de Salazar: o que fazer quando a família era composta por quatro pessoas? Comprava-se uma sardinha e um terço de outra? Então e as quotas também são válidas para os homens? Ou seja, se eu quiser meter 3 mulheres nos 3 cargos dirigentes não posso? Também tenho que meter um homem? Ou aí já não há problema? E se não se candidatar a esse cargo nenhuma mulher? E um homossexual, conta como mulher ou como homem?
Enfim, a estupidez parece-me tanta que nem sei mais o que dizer acerca disto. Apenas me ocorre que esta coisa das quotas serve para se fazer medidas populistas e para, mais uma vez, se andar a favorecer quem não tem mérito. E é sempre contra o homem. Sim, porque nunca se mete quotas para o sexo masculino. Vejamos: há quotas para as mulheres nas obras ou nas minas? Não! Nem as mulheres se queixam. E nas perfumarias, há quotas para os homens? É que eu nunca fui atendido por um homem numa perfumaria (nem quero!), mas não vejo mulheres queixarem-se disso! Na tropa ou na polícia, as provas físicas são iguais para os homens ou para as mulheres? Não, mas não vejo nenhuma mulher queixar-se disso. É que os ladrões ou o inimigo tanto matam ou batem num como noutro e fogem à mesma velocidade de um homem ou de uma mulher. O que acaba por acontecer é que numa situação de risco vai sempre o homem. Mas o vencimento ao fim do mês é igual! E não vejo as mulheres queixarem-se que, nesta situação em que há trabalho diferente, haja salário igual! Só vejo as leis irem no sentido de beneficiarem a mulher face ao homem, não vejo as leis irem no sentido da verdadeira igualdade, como é apregoado.
Podem dizer que sou machista, não me rala. Aliás, até é um elogio que me fazem, pois eu lido bem e até gosto dos rótulos preconceituosos que os que não têm argumentos válidos usam para qualificar quem diz as verdades e contra os quais não têm argumentos: machista, racista, xenófobo, homófobo, fascista, etc.. Enfim, coisa de gente preconceituosa e ignorante.
Já agora, cá ficamos à espera de quotas para pretos, maricas, estrangeiros, asiáticos, muçulmanos, testemunhas de Jeová, gordos, carecas, etc..
É de bradar aos céus! São coisas destas que, de tantas dores de morte que me causam, nem me deixam dormir!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Casamento de homossexuais - uma regressão civilizacional.


A esquerda em Portugal aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não quero estar aqui a fazer insinuações acerca de quem aprovou esta lei o ter feito para poder usufruir dela, como tantas vezes tenho ouvido, até porque me estou marimbando para o que essa gente faz da sua vida sexual, estou-me marimbando para aquilo que certos indivíduos fazem com partes do corpo que foram “inventadas” para outro uso, estou-me, aliás, marimbando para que me queiram impingir que pessoas que não são normais sejam normais, mas não posso concordar que o Estado assuma como normal aberrações, as queira igualar a coisas normais e que, democraticamente, ignore uma petição de mais de 90.000 pessoas, alegando que estava legitimado pelo voto popular. Aliás, esta última desculpa para ignorar a vontade do povo, para ignorar a acção e a participação da sociedade civil, é de uma arrogância a toda a prova. Até porque vem, no fundo, dizer que as pessoas que votaram PS concordam todas com todos os pontos do programa do PS, sem excepção; e porque são completamente contraditórias com toda a acção destes últimos anos do PS, que foi eleito em 2005 com um programa que nunca cumpriu. Ou seja, para algumas coisas tem legitimidade para não cumprir o que promete, tem legitimidade para ser eleito na base da mentira e das promessas falsas, mas para outras coisas as suas promessas são para ser cumpridas, independentemente da vontade do povo.
Mas vamos analisar a barbaridade que se cometeu ao permitir que homens casem com homens e mulheres casem com mulheres, como se fosse a mesma coisa de um homem casar com uma mulher. Fala-se do fim de uma discriminação, mas não é. Até porque se isso é uma discriminação que, na opinião deles, teria que ser acabada, falta acabar com a discriminação de não serem permitidos casamentos polígamos. Ou será que isso também não é uma discriminação? Se uma mulher quiser casar com vários homens e eles quiserem casar com ela, porque motivo não o podem fazer? E porque não pode um homem casar com várias mulheres? Há muitos países onde isso é possível (para usar o argumento deles, o de haver outros países que permitem a aberração), porque é que aqui os polígamos são discriminados? Porque é que aqui um menor não pode ter relações sexuais com um adulto, caso queira, quando tem direito a ter opinião em tantas coisas e a fazer tantas opções na vida, como por exemplo escolher a área de estudos que pretende seguir? Ou quando pode ter relações sexuais com outro menor, sem que haja crime! Ou porque não pode uma pessoa casar com um animal? Que discriminação é esta? Mais uma vez, usando o argumento deles, que direito tem o Estado ou os outros para decidirem pela nossa vida?
O casamento é uma instituição milenar que nada tem a ver com coisas que pessoas que não são normais pretendem. Se eles não querem assumir o problema que têm e tentar resolvê-lo e pretendem ser assim, juntem-se mas não queiram fazer, por provocação, uma coisa que é para casais (assuma-se de uma vez, como um casal um homem e uma mulher, não dois homens ou duas mulheres. Sempre ouvi dizer que fulano tinha um casal de filhos quando tinha um rapaz e uma rapariga, não dois rapazes ou duas raparigas); porque esta ideia peregrina de dois homens ou duas mulheres casarem é pura provocação aos casais normais, como tem sido quase tudo o que essa gente tem feito desde que deixaram de ter vergonha na cara por serem maricas. Porque antigamente eles eram poucos, sabiam o que as pessoas pensavam deles e escondiam-se para fazer aquilo que gostavam, porque tinham vergonha na cara. Mas depois do golpe militar de 1974 começaram-se a infiltrar, mascarados de pessoas normais, no aparelho do Estado e na comunicação social e transformaram aquilo que a comunicação social transmite deles. Começou a ser corriqueiro aparecerem na televisão como sendo pessoas normais, com os apresentadores a dizerem que eles eram normais sim senhor, que ainda eram muito corajosos por irem ali dar a cara em nome de uma causa que quase todas as pessoas considera ser aberrante e desviante. Conseguiram com isso que muita gente os tolerasse, mas não conseguiram ainda que as pessoas concordassem que aquilo era normal (veja-se, por exemplo, que ainda hoje, de novos a velhos, chamar “paneleiro” a alguém continua a ser uma ofensa!) e a prova disso é que rejeitaram o referendo, pois sabiam que o povo português tem repulsa por esta situação e não concorda com mais esta provocação que eles nos fazem. Sim, falo de provocação, pois isto não é mais que uma provocação. Numa altura em que cada vez os casais se casam menos, cada vez se juntam mais, não deixa de ser considerado como provocação o facto de eles se quererem poder casar, pois toda a gente sabe que a maior parte deles não se vão casar, ou, caso o façam, será para terem uma taxa de divórcios elevadíssima, pois toda a gente sabe que são indivíduos extremamente promíscuos. E é por provocação que querem poder casar, para dizerem que já podem fazer o mesmo que nós e olharem-nos de uma maneira sobranceira. Para mim, escusam de o fazer, pois para mim um maricas ou uma fufa continuarão a ser um maricas ou uma fufa e continuarei a olhar com pena para eles, continuarei a olhar com um sorriso irónico os desfiles que fazem em tronco nu ou com a cara pintada, continuarei a olhar para eles na televisão a simularem casamentos em frente à Assembleia da República ou a darem beijos na boca a pessoas do mesmo sexo e a pensar na tristeza e na humilhação a que estão a submeter os pais e em como continuarão a ser gozados, pela frente ou pelas costas, na sua terra, no seu bairro ou no seu prédio. Por mais aberrações que as leis permitam, vamos todos continuar a saber bem de que massa são eles feitos e cá estaremos para ver os tribunais a entupirem cada vez mais com os divórcios litigiosos que esta malta vai provocar. E cá continuaremos a ver eles fazerem regressões civilizacionais, a permitirem casamentos de pessoas que não deviam casar, continuaremos a ser bombardeados na televisão por apresentadores maricas ou de esquerda a dizerem que aquilo é normal e que eles são muito corajosos, continuaremos a ver os nosso filhos a ouvirem aquilo como se fosse verdade e continuaremos a ter que explicar às crianças que nem tudo (ou melhor, quase nada) o que se ouve na televisão é verdade, que eles estão a ser tratados como iguais quando são diferentes – que o normal é um homem com uma mulher – e continuaremos a gozar com eles. E quando os deixarem adoptar crianças, teremos crianças traumatizadas por não terem um pai e uma mãe mas sim dois pais ou duas mães, que serão humilhadas e postas de parte na escola e que terão muitos problemas de identidade, até quando sentirem atracção por pessoas de outro sexo, que elas acharão anormal, pois a realidade em casa e com a qual cresceram é completamente diferente do seu instinto natural. No entanto, aqui acredito que sejam eles a ter dores de morte, pois eu, naquelas ocasiões, só sinto prazer!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O pricípio do fim.


Portugal está a chegar ao limite. Mais de trinta anos após o golpe militar de Abril de 1974 estamos a chegar a um ponto de rotura. Portugal está endividado até às orelhas e um dia destes ninguém nos vai emprestar mais dinheiro e aí será o fim do mito de que os portugueses estão a viver melhor do que antes de 1974. Porque, tal como eu escrevi na fábula “O Zé”, temos vivido na ilusão de que vivemos melhor, mas isso tem sido devido ao “estoirar” do ouro que o considerado melhor português de sempre – António de Oliveira Salazar – nos deixou, aos fundos comunitários e ao monstruoso endividamento externo. Mas tudo isso está perto do fim e o ouro que sobrou já não dá para nada quando comparado com o que devemos (à data do 25 de Abril de 1974 o ouro dava para pagar a dívida externa e ainda sobrava). Ou seja, a história que nos tem sido contada há mais de 30 anos por quem nos rouba, está a acabar. E acabará o saque. E acabarão os rendimentos mínimos e os subsídios de desemprego e, no limite, os pagamentos a quem trabalha, ou seja, aos funcionários públicos. Porque no dia – que já esteve mais longe – em que nos fecharem a torneira dos empréstimos e ficarmos só a pagar o que devemos, o dinheiro não vai dar para quase nada e chegaremos à triste conclusão de que estamos piores que em 1974, o país não cria riqueza, não se desenvolveu, o ouro foi-se e estamos mais miseráveis que nunca.
E tudo isto porquê? Porque ao longo destes anos estivemos sujeitos a um saque constante e impune que a classe política tem feito ao erário público, roubando quanto pode; porque a classe política incentivou a “chulice” e a indigência de muitos portugueses que se recusam a trabalhar porque recebem rendimentos mínimos ou subsídios de desemprego em troca de votos; porque os governantes desbaratam dinheiro estupidamente, sem qualquer sentido, sinal de que não sabem nem se interessam em governar Portugal; porque esta malta que nos governa não tem qualquer problema, sequer de consciência, em desbaratar dinheiro em obras que nunca conclui (basta ver, de vez em quando, o programa da SIC, “Nós por cá”, para ver a quantidade de obras de milhões que ficam inacabadas ou até são para demolir sem nunca terem sido usadas), ou obras que custam milhares de euros em manutenção sem qualquer utilidade (ainda hoje ouvi que a Câmara de Leiria quer vender o estádio, pois aquilo custa, em manutenção e juros, 5000 euros por mês e há ainda o caso de estádio de Aveiro, que já o querem demolir, pois também não há dinheiro para manter aquilo), ou em derrapagens brutais no custo das obras públicas em Portugal.
Isto está podre: a justiça não funciona, a educação está de rastos, não há segurança, a ética e a moral deixaram de existir, as maternidades e centros de saúde estão a fechar, a economia está em ruínas, o endividamento externo está nos píncaros e a democracia não tem resolvido nada, antes pelo contrário, serve para legitimar a presença no governo de quem só lá quer estar para se encher e roubar quanto pode.
Estamos a chegar à conclusão que 35 anos de “Abril” puseram o país em ruínas, que a maior parte das pessoas já nem vai votar e em que a maior parte vota em quem nos rouba dizendo que “ele rouba mas faz” ou respondendo “não sei” quando se pergunta a algumas pessoas porque votaram neste ou naquele (conheço casos destes, mesmo por parte de pessoas com formação superior – que será da maior parte das pessoas, que, como sabemos, são ignorantes e analfabetas). Quando as coisas chegam a este ponto, é caso para perguntar: para que serve, afinal, a democracia? Para escolher quem nos vai roubar? Para legitimar ladrões? Meus amigos, eu, no meio das minhas dores de morte, prefiro não poder votar mas ter quem me governe, do que votar para escolher quem me vai roubar!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

As aldrabices da Demografia.

Segundo as estatísticas, Portugal conta com 517 mil desempregados. Claro que as estatísticas valem o que valem e o número é substancialmente superior. E isto sem contar com empregados em “part time” e com os que trabalharam umas horitas nos últimos meses e com os trabalhadores precários e com os que já nem se dão ao trabalho de se inscrever nos centros de emprego, pois aquilo só serve para as estatísticas ou para atribuir subsídios de desemprego, pois eles não avisam as pessoas no caso de surgir empregos. E sei do que falo, pois já lá tive a minha mulher inscrita e abriu um concurso público na área de formação dela e ela não foi avisada, bem como, após ter arranjado um trabalho temporário, e apesar de se ter inscrito várias vezes após ter ficado sem esse trabalho, de cada vez que ia ao centro de emprego diziam-lhe que ela estava a trabalhar! Passou-se isso quando se inscreveu sucessivamente em Leiria, Coimbra, Viseu e Guarda: apesar de se ir inscrevendo sucessivamente, de cada vez que se ia inscrever diziam-lhe que ela estava a trabalhar em Leiria! Assim se dão taxas de desemprego falsas (como toda a estatística em Portugal, aliás).
Ora, mas eu não estou aqui hoje para discutir as fraudes das estatísticas em Portugal, estou aqui para discutir o desemprego, a imigração, a natalidade, o número de licenciados e as reformas. Tudo coisas interligadas entre si.
Interligadas porque é extraordinário que num país onde se atinge oficialmente uma taxa de desemprego de 2 algarismos, se continue a dizer que a taxa de natalidade é baixa, que os portugueses têm que ter mais filhos para garantir a sua reforma, que temos que importar imigrantes… Tudo balelas! Pois se temos mais de meio milhão de desempregados (oficiais) mais umas centenas de milhares de beneficiários do rendimento mínimo, ou seja, se temos perto de um milhão de pessoas neste país que não têm trabalho, acham que ainda necessitamos de mais gente? Se não há empregos para esta gente toda (mais os que já emigraram), para que querem mais desempregados? A verdade é que esta forma de capitalismo necessita de cada vez menos gente e cada vez lhes paga pior, de forma a criar grandes lucros para alguns, descartando os outros que apenas servem para fazer baixar os salários, por via do excesso de oferta de mão-de-obra. Mas um capitalismo que não necessita das pessoas, tem os dias contados. Quanto às reformas, não são os cada vez mais desempregados que vão pagar as reformas dos que trabalham e descontam. Não é por se ter mais filhos que serão desempregados, que as reformas se vão conseguir pagar, antes pelo contrário, pois estes apenas vão também absorver mais fundos da segurança social, por via das prestações sociais que estes desempregados e indigentes do rendimento mínimo recebem. O problema da segurança social é que o dinheiro dos descontos de quem trabalha é desbaratado com os preguiçosos do rendimento mínimo e das habitações sociais (e o saque dos “grandes”) em vez de ser aplicado até à reforma dos que descontaram. Ou seja, o Estado, ou melhor, estes políticos, criaram na segurança social um esquema piramidal tipo D. Branca em que estarão sempre dependentes que os que entram no mercado de trabalho sejam mais do que os que saem! Só que as contas saíram-lhes furadas, a demografia alterou-se e o esquema faliu… E agora querem muitos filhos e imigrantes, mas já não há empregos para os que cá estão, quanto mais para os que hão-de nascer (caso se voltasse ao crescimento natural da população portuguesa) e para os que querem mandar vir de fora para povoar Portugal (como se o que interessasse é cá ter gente, nem que se tenha que pôr os portugueses fora de Portugal, para que eles se sintam melhor cá e para a nossa cultura não perturbar a deles).
Balela é também a história de querer dar certificados a toda a gente. Como repararam, não escrevi educação, formação, escrevi certificados pois cada vez se certifica mais o que não existe, como é o caso do 12º ano e do ensino superior. Este é o Estado que incentiva os seus a estudarem (bem, estudarem cada vez menos, mas, pelo menos, a andar no sistema de ensino mais tempo), a tirarem licenciaturas (agora mestrados), o Estado que diz que temos poucos licenciados mas que no fim os licenciados não têm empregos. É mais um logro desta república das bananas, que faz pessoas andarem anos e anos a estudar, que faz os pais gastarem rios de dinheiro em quartos, propinas, etc., para depois não ter empregos para licenciados e pô-los nas caixas de supermercado ou ao balcão de uma qualquer Zara ou loja de telemóveis… Este é o Estado que não vendo ou não querendo ver que há licenciados a mais e que há indivíduos que não têm capacidades intelectuais para prosseguir para níveis de ensino superiores, incentiva os jovens a iludirem-se de que podem ser doutores ou engenheiros, ficando o país desprovido de serralheiros, electricistas, pedreiros, carpinteiros, que era para o que uma boa parte dessa malta que pulula no ensino superior servia.
Este é o Estado que reduz as reformas de quem descontou décadas para ter uma reforma, e altera as regras do jogo, para lhes pagar menos e menos, ao mesmo tempo que dá rendimentos mínimos a quem não quer trabalhar ou se preocupa tanto em pôr a mão por baixo a pessoas que trabalharam (ou não) décadas e décadas e nunca quiseram descontar para a reforma um cêntimo. E que ainda têm o desplante de se queixarem das pensões baixas, em vez de agradecerem a esmola que todas as pessoas que trabalham e descontam e pagam impostos, tão generosamente lhes dão daquilo que devia ser seu!
Isto, meus amigos, isto é que me causa dores de morte!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

País a saque.

Armando Vara diz que está inocente. José Penedos também. Paulo Penedos também. Bibi também dizia. Hugo Marçal também. Jorge Ritto também. Carlos Cruz e Paulo Pedroso idem. E Sócrates (que está em todas), claro, também está inocente. Aliás, tal como Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Ferreira Dinis, Valentim Loureiro e o filho, Fátima Felgueiras, Isaltino Morais, Vale e Azevedo, Zezé Beleza e a irmã, ou Costa Freire. Podia continuar por aqui fora a citar nomes e casos que em comum têm o facto de mostrarem o quanto esta democracia e este chamado (erradamente) “Estado de direito” está podre e decadente. São tudo casos que mostram a impunidade que os “grandes” têm neste país, e que este bloco central de interesses tem feito tudo o que lhe apetece, tomando conta de todos os lugares do Estado, das grandes e médias empresas, de institutos públicos, de empresas municipais, de direcções gerais, enfim, de tudo o que cheire a dinheiro neste país. E pior: isso não lhes chega. Além dos balúrdios que ganham ainda têm necessidade de arranjar maneiras fraudulentas para ganhar mais e mais dinheiro! Estamos a chegar ao ponto em que de cada vez que damos um pontapé numa pedra, encontramos trafulhice. Como já disse, eles perderam a vergonha, pois a justiça foi montada (por eles) para não funcionar, e desde que continuemos (e vê-se que continuamos) a votar neles, é o que lhes interessa. Fazem as falcatruas que lhes apetece e desatam a anular provas que os incriminam inequivocamente, arranjam mil e um expedientes para atrasar os processos a ver se prescrevem, dizendo no fim que provaram a sua inocência, quando nada mais fizeram do que anular as provas que mostravam o contrário. Fizeram umas leis confusas que ninguém entende, a ponto de andarem tribunais e procuradores a opinarem de maneira diferente sobre o mesmo assunto, com professores universitários a opinarem também cada um à sua maneira, acabando as coisas por irem até aos tribunais superiores que têm juízes nomeados uns pelo PSD outros pelo PS, que acabam sempre por, servilmente, lhes dar razão. É uma vergonha!
Por muito que pareça que estão muito preocupados com a justiça, com o Estado de direito, com os julgamentos públicos, com a quebra do segredo de justiça, a verdade é que apenas queriam que toda esta “maçada” que os juízes lhes andam a causar passasse despercebida a fim de não serem julgados pelos únicos juízes justos deste país, o povo, que sabe bem que nenhum deles vai ser condenado ou, se o for, não “vai dentro”, pois foge ou é indultado, mas que sabe bem que eles são culpados de tudo o que se fala e que são ainda culpados de muitos outros crimes de que nem chegam a ser acusados, pois nunca se chegam a saber. Mas o povo sabe que o que vem à praça pública é apenas a ponta do icebergue de roubalheira que estes ladrões andam a fazer ao nosso país, acusando depois os funcionários públicos de serem a causa do défice, quando a causa do défice é o saque que estes biltres têm feito ao Estado.
A única coisa que me alivia as dores de morte que me invadem o corpo todo de cada vez que ouço falar desta roubalheira é o pensar que começam a aparecer indícios de que o país está tão podre que está em vias de haver uma crise neste regime criado após o golpe de estado de 1974 e que o regime está prestes a cair de podre. Espero que quando isso acontecer, toda esta escumalha seja julgada em julgamentos justos (onde as provas contem mesmo e não sejam sempre anuladas por advogados hábeis) e condenada severamente com pesadas penas de prisão e, também, com a devolução de tudo o que nos tem sido roubado, estejam essas coisas onde estiverem e estejam elas em nome de quem estiverem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A educação - A escola inclusiva.

Como já algumas vezes aqui escrevi, o que se está a fazer neste país em relação à educação é um crime. E diria que é um dos maiores crimes que o governo está a cometer contra o futuro de Portugal e contra a actual juventude. O governo está a condenar os nossos jovens à ignorância e, consequentemente, à pobreza.
A teoria da escola inclusiva, em que não se faz a distinção entre os bons e os maus alunos, em que todos vão passando sem saber nada, em que se obriga quem não quer estudar a frequentar e desestabilizar as aulas (impedindo quem quer aprender de o fazer, sem que os professores possam fazer nada contra isso), em que se retira autoridade aos professores e se obriga estes a perderem mais tempo com burocracias inúteis do que a dar e a preparar aulas, vai levar, acima de tudo, à escola exclusiva. E digo isto porque se está a deteriorar a qualidade do ensino público, a conceder graus à ignorância e à incompetência, enfim, está-se a condenar as gerações futuras. E porque se está a fazer com que os filhos dos pais ricos, vendo para onde isto está a ir, ponham os filhos em escolas privadas de qualidade, onde o ensino é rigoroso, onde há disciplina e onde se aprende alguma coisa, e a fazer com que os filhos dos pobres ou dos remediados (que são cada vez mais), que não têm dinheiro para isso, fiquem em escolas onde a bandalheira e a má qualidade do ensino (sem que esta seja culpa dos professores) é cada vez maior e a condenar estes à pobreza no futuro. Está-se, no fundo, e contra o que pretendem (ou dizem que pretendem) a ministra da educação e os seus secretários de Estado (que duvido que tenham os filhos na escola pública), a provocar a exclusão, a exclusão de conhecimentos e de mobilidade social.
Porque no meu tempo, a escola pública ainda tinha alguma qualidade, toda a gente estudava até onde queria ou podia e, filhos de ricos ou de pobres, tinham as mesmas oportunidades de aprender. É isto que se está hoje a negar à maior parte dos nossos jovens, que não têm dinheiro para escolas privadas: a oportunidade de aprender. E porque esta concessão de graus sem os respectivos conhecimentos vai levar a que, no futuro, os melhores empregos sejam dados aos filhos dos que tinham dinheiro para os pôr a estudar num colégio decente e onde aprenderam alguma coisa. Porque o facilitismo leva à ignorância e ninguém quer ter um ignorante a trabalhar na sua empresa, a menos que seja como trabalhador não qualificado e com baixo salário. E trabalhadores não qualificados e ignorantes é o que o ensino público está a criar neste momento. Não deixa de ser curioso que seja um governo dito socialista que está a condenar os filhos dos pobres à pobreza e a dar uma mãozinha a que surjam escolas privadas de qualidade para os filhos dos ricos! Não deixa de ser curioso que seja um governo dito socialista que está a transformar aquilo que eram antes a meia dúzia de colégios privados que existiam para os filhos dos ricos, quando não tinham capacidade para concluir o liceu, irem conseguir fazê-lo (e com boas notas), num negócio muito mais chorudo onde hoje terão que ir os filhos dos ricos que tenham capacidade de aprender e não queiram ficar pela mediocridade de conhecimentos que hoje, e cada vez mais, são administrados nas escolas públicas.
E a verdade está aí: os professores universitários queixam-se que cada vez os jovens chegam mais mal preparados às universidades e sem saber escrever ou pensar. E isto só pode levar a uma de duas coisas: ou eles chumbam a eito, ou os professores se conformam e aceitam também o facilitismo. E facilitar leva a não ter os conhecimentos desejados. E não ter os conhecimentos desejados leva à maior dificuldade em arranjar emprego qualificado, pois as empresas (pelo menos as que aspirem a sobreviver neste mundo globalizado) não querem burros incompetentes a trabalhar para elas. Daí que eu preveja que, num futuro próximo, comecem a aparecer universidades privadas de qualidade onde os filhos dos ricos, que já fizeram no privado o ensino básico e secundário, façam também os cursos superiores. Ou seja, tal como no secundário, também as universidades privadas deixarão de ser para onde vão os filhos dos ricos que não tenham capacidade de tirar um curso, e passarão a ser para onde vão os filhos dos ricos que queiram tirar um curso em condições e que tenha boas saídas profissionais, para lugares qualificados, bem pagos, e onde não se aceite um qualquer ignorante semi analfabeto e portador de um papel que diz que é licenciado.
Outra maneira de arranjar qualificações em Portugal, é alistar-se de pequenino numa juventude partidária, colar cartazes até à idade adulta e já estão obtidas qualificações para trabalhar para o Estado, num qualquer gabinete de secretário de Estado, de deputado, de vereador (isto para quem tem mais qualificações) ou num qualquer outro emprego menos bem remunerado. Mérito? Sabedoria? Para quê? Isto ainda vai dando para a mediocridade florescer e expandir-se. Ainda há quem trabalhe para sustentar mais uns quantos “jobs” para os “boys”, que obtiveram as mais altas qualificações através do bajular os mais antigos nas juventudes partidárias.
Isto é um crime que se está a passar em Portugal e estes senhores que fazem isto deviam ser julgados, condenados e punidos pela destruição do futuro próximo de Portugal, pela condenação à pobreza e emigração das gerações futuras. Porque voltaremos a ser exportadores de pedreiros (com licenciatura) ou lavadores de retretes dos países mais ricos (isto se eles ainda necessitarem de nós, como aconteceu nas décadas de reconstrução da Europa, a seguir à II guerra mundial – agora não sei se precisam).
E enquanto isso não acontece, as minhas dores de morte não têm qualquer alívio. Nem com comprimidos.